segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Pequim desloca Washington na América Latina

Cesar Fonseca em 12/01/2015


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250 BILHÕES DE DÓLARES É O QUE A CHINA PROMETE PARA A AMERICA LATINA NOS PRÓXIMOS ANOS. COMÉRCIO ENTRE CHINA E REGIÃO PODE ALCANÇAR 500 BILHÕES DE DÓLARES. É O NOVO CENÁRIO DA GEOPOLÍTICA GLOBAL QUE AVANÇA AO LARGO DO DÓLAR. A China está se aproximando da América Latina, rapidamente, por meio de concessão de empréstimos a prazos longos e juros baixos, para servir de anteparo ao perigo de aumento da taxa de juro americana, previsto, antecipadamente, pelo BC dos EUA, para acontecer ainda no primeiro semestre de 2015. As consequências desse movimento macroeconômico do império americano serão sucateamento industrial na periferia capitalista e desmobilização de patrimônios nacionais, privatizações, com avanço das multinacinais na economia nacional etc, acelerando processos de oligopolização etc. A expansão monetária americana, acelerada depois da crash capitalista de 2007-2008, responsável por exportar inflação dos Estados Unidos para a periferia capitalista, obrigando-a endividar-se por meio do aumento dos juros internos,  de modo a enxugar excesso de liquidez advinda de fora para dentro, desorganizando políticas fiscais nacionais, representa o grande perigo para toda a América do Sul e Caribe. Dispondo de apoio financeiro chinês, as economias sul-americanas terão alternativa aos empréstimos sob condicionalidades draconianas ao estilo dos praticados pelo FMI, sempre que pintam desorganização periférica nos balanços de pagamentos em conta-corrente. Se o apoio chinês chega em paralelo, como está ocorrendo em relação à Venezuela e ao Equador, cria-se outra conjuntura alternativa ao garroteamento produzido pelo império americano na América do Sul, do tipo que já aconteceu em ocasiões anteriores, como, por exemplo, nos anos 1980, introduzindo, na sequência, as estratégias imperialistas do Consenso de Washington. O avanço chinês, que se desenha nas relações China e América Latina, esboçadas na reunião em Pequuim com os representantes dos países da CELAC – Comunidade dos Estados Latino-americanos e do Caribe -, semana passada, cria outro cenário para as relações internacionais da América do Sul. A expansão inflacionária produzida pela guerra monetária americana é, sem dúvida, a grande produtora de desajustes fiscais, que os credores dos países do continente querem sejam atacados pelos remédios que Joaquim Levy, no Brasil, está receitando, com consequências perigosas, paralisantes, para as forças produtivas, como alerta o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, senador Armando Monteiro Neto(PTB-PE). Por que o BNDES não acelera aproximação com a China, para formação de uma providência binacional Brasil-China, voltada à alavancagem de investimentos em infraestrutura na América do Sul, o mais urgente possível, lançando as bases financeiras do Banco do Sul? Seria o fortalecimento prático dos BRICs no continente sul-americano, criando e expandindo expectativas desenvolvimentistas, em vez de se deixar envolver pelo discurso de Washington, favorável aos ajustes fiscais draconianos à lá Levy que destuirão, se implementados, as bases produtivas sul-americanas. .

A expansão 

monetária

americana

que exerce

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Petróleo da Venezuela pagará manufaturados da China. Troca de moedas para fechar contas. Investimentos, investimentos, investimentos

Como sempre a grande mídia brasileira está de costa para a América Latina.

Não se viu nenhuma matéria de peso, nenhum comentário mais abrangente, sobre a reunião do governo chinês com os países integrantes da CELAC em Pequim.

Não seria desdobramento da nova geopolítica global colocada em cena pelos BRICs, com a China de ponta de lança, abrindo novas picadas para a expansão chinesa, com vista à construção da infraestrutura sul-americana, com recursos possíveis do Banco BRICs, a serem contabilizados mais à frente, enquanto são entabuladas negociações nesse sentido?

Durante o encontro, os chineses anunciaram empréstimos de 20 bilhões de dólares à Venezuela, que, como se sabe, enfrenta grandes dificuldades advindas da queda do preço do petróleo, responsável maior por gerar déficits em conta corrente do balanço de pagamento venezuelano.

pressão inflacionária,

na América do Sul,

por meio de

guerra monetária,

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Correia quer acelerar infraestrutura equatoriana com dinheiro chinês.

Sabe-se, também, que foram acertados empréstimos entre China e Equador, bilhões de dólares, com prazo de 30 anos para pagar a juros de 2% ao ano.

Certamente, os chineses estão desovando, na América do Sul, parte dos dólares das suas reservas trilionárias, acumuladas no período de vacas gordas, quando a economia chinesa estava, praticamente, toda voltada para as exportações, mediante juro barato e câmbio desvalorizado, favorecendo instalação de multinacionais na China, com compromisso de exportações etc.

As reservas chinesas estarão, acelerando, investimentos em infraestrutura na América do Sul, como já está fazendo na África, bem como atua, na Europa, desovando-as em troca de ativos poderosos, no momento em que a economia europeia padece de forte queda da taxa de lucro por conta do excesso de capital acumulado, sinalizando deflação.

responsável por

gerar déficit público

como produto

do aumento

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Cuba, pelo porto de Mariel, construído com dinheiro brasileiro, chegará aos mercados dos EUA, com a força de manufaturados chineses.

Seria mais do que conveniente, nesse momento, apressar funcionamento do Banco do Sul, de modo a recepcionar os dólares chineses, fugindo do perigo de desvalorização forte do dólar, se a estratégia monetária americana, de inundar a praça mundial, der com os burros nágua, mediante impossibilidade de Washington enxugar o meio circulante, via puxada forte nos juros, sob pena de agravar, ainda mais, a crise mundial.

Esse dinheiro, o das reservas chinesas, iriam, claro, para tocar a infraestrutura, por intermédio de reconversão monetária, adquirindo a cara das moedas locais, para comprar/importar mercadorias chineses, cotadas em yuan.

Essa prática já está em andamento nas relações comerciais entre China e Rússia e tende a ser incrementada, também, entre China, Rússia e Índia, de acordo com o avanço das relações diplomáticas verificadas entre eles na segunda metade de 2014.

 dos juros, para

enxugar liquidez que

eleva dívida interna

e risco econômico,

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Investimento em petróleo e gás. É o que Morales negocia com Jiping, para ter grana para investir em ferrovia na saída para o Pacífico.

Esse movimento de aproximação China e Rússia acelerou-se como providência capaz de ajudar a Rússia, depois que Estados Unidos e Europa – Inglaterra, França e Alemanha – intensificaram bloqueio comercial aos russos por conta da geopolítica de Putin, de reagir ao golpe de estado, na Ucrânia, financiado pela Otan, invadindo a Crimeia e deixando os europeus sob perigo de cortes de energia e petróleo importados da economia russa.

A China, nesse momento, atua para fortalecer a Rússia e estica a sua ação cooperativa à América do Sul. cujos governos nacionalistas estão sob ataques de Washington, cujo espírito cooperativo no continente encontra-se totalmente arrefecido por parte dos agentes financeiros americanos, como o BID e o Banco Mundial, carentes de recursos, para atender as demandas sul-americanas.

 entram em choque

com governos

sul-americanos

nacionalistas,

dispostos

kkkkkkkkkkkkkkkk
Alimentos e petróleo argentinos para pagar importações de manufaturados. Negociações triparties com o Brasil para fortalecer Mercosul?

A onda política nacionalista sul-americana favorece, portanto, a penetração chinesa na América do Sul, enquanto Washington não cair na real quanto à mudança na correlação de forças, no continente, que remove as forças antes sua aliada.

Atua contra Washington, na reaproximação com a América do Sul, dominada pelo pensamento nacionalista, as ameaças do Banco Central dos Estados Unidos de aumentar a taxa de juro para enxugar o excesso de liquidez em dólar.

O BC americano está criando expectativas negativas, em escala crescente, especialmente, porque pratica, ainda, política monetária expansionista que aumenta taxa de juro na periferia capitalista como reação à emeaça hiperinflacionária decorrente da enxurrada de dólares que entra devido à insuficiência de controle à livre ciruclação de capital a economia nacional.

a melhorar

distribuição

da renda que

essa guerra

monetária

bloqueia.

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Chineses estarão firmes no pré-sal e financiarão ferrovias para completar a infraestrutura brasileira e sul-americana.

É por isso que os banqueiros querem a sustentação do câmbio flutuante: enchem de dólares a circulação interna que pressiona a inflação, obrigando o governo a adotar, igualmente, as metas inflacionárias, ao lado dos superavit primários draconianos.

A política monetária americana expansionista é a bombeadora do discurfso favorável ao tripé neoliberal: meta inflacionária, cambio flutuante e superavit primário.

Como não perceber que essa política monetária americana destroi as economias nacionalistas sul-americanas, sucateando-as, industrialmente, para que se abra espaço para a volta dos aliados políticos ao poder, a fim de rearrumar situação que favorece os interesses de Washington?

Se a China, com suas reservas trilionárias de dólar, passa a socorrer a América do Sul contra o perigo americano, expressa na ameaça monetária expansionista – guerra monetária – os aécio neves da vida e suas pregações neoliberais dificilmente emplacariam, como não emplacou na última eleição.

Mas, se Joaquim Levy carregar demais na mão, claro, estará cumprindo o roteiro adequado aos interesses de Washington.


Em cena o

ataque midiático

ao nacionalismo


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Olhaí o que, realmente, o poder midiático deseja que aconteça: o avanço do capital internacional sobre a estatal brasileira, acossada pela corrupção dos predadores internos e externos, desinteressados quanto ao avanço da estatal do petróleo nacional no seu trabalho de alavancar a indústria brasileira e a integração econômica sul-americana. O negócio é destruí-la para o usufruto dos abutres.

Se fosse o BNDES que tivesse feito essa jogada financeira chinsesa, botar dólares das reservas brasileiras para apoiar países latino-americanos, os conservadores do poder midiático nacional Valor Econômico- O Globo-O Estado de São Paulo-Folha de São Paulo – teriam caído de pau.

Diriam que seria deixar ao léu os negócios no Brasil para privilegiar negócio dos outros.

Quando as empresas brasileiras, de qualidade e competência indiscutíveis, na área de engenharia, avançam no exterior, não merecem, do poder midíatico, o mesmo tratamento que dão às empresas de outros países que chegam ao Brasil para aproveitar as oportunidades de investimentos, especialmente, na infraestrutura.

É o tal negócio do complexo de vira lata tupiniquim, como diria Nelson Rodrigues.

Brasileiro fazer sucesso é escândalo.

As grandes empresas de engenharia brasileiras faziam tremendo sucesso no Oriente Médio até que os Estados Unidos, depois dos atentados nas torres gêmeas de Nova York, invadiram e destruíram o Iraque.

Lá trabalhavam grandes empreiteiras nacionais; foram despachadas, depois da invasão americana, para dar lugar às empreiteiras de Tio Sam.

Mesma coisa aconteceu na Líbia de Kadafi: a Otan – Estados Unidos e Europa(França, Alemanha e Inglaterra) -, derrubou o governo kadafiano, destruiu o País, que, agora, está sendo reconstruído, não pelas empresas brasileiras, lá instaladas, mas pelas americanas, que chegaram para ganhar a concorrência, depois que as bombas dos impérios abriram caminho para elas, sem concorrência internacional.

O lassair faire dos oligopólios é esse: bombas para abrir mercados.

Essas empreiteiras internacionais querem, agora, chegar junto da Petrobras, para ocupar o lugar das brasileiras, acusadas de corrupção e forçadas, pela legislação, a serem afastadas.

O que a grande mídia americana faz que a grande mídia brasileira não faz?por geniais doleiros, como Alberto Yousseff.

Por que não prender banqueiros ou grandes executivos de bancos, como foram presos executivos de empresas?

Se pretendem inviabilizar as empresas, nas suas relações com a Petrobras, porque tiveram executivos seus agindo corruptamente, o mesmo deve ser feito ou não com os bancos, que ajudaram na expatrição de capital?

Criam essas situações para prejudicar o capitalismo nacional, a fim de abrir espaço para os concorrentes internacionais.

Capitalismo, como já disse Proudon, implica roubo sistemático, porque se trata de regime de exploração econômica do homem pelo homem, dos concorrentes pelos concorrentes, dos governos pelos governos, sempre no sentido da exploração do mais fraco pelo mais forte etc.

Então, é claro que enquanto existir capitalismo existirá também as deformações do sistema, entre elas a corrupção.

Escandalizar é coisa de udenista.

Por isso é que Montesquieu bolou a República – Executivo, Legislativo e Judiciário -, de modo a que fossem os três poderes sistematicamente organizados para serem fiscalizados respectivamente entre si.

O árbitro do processo, claro, é o voto popular, com a força da renovação, sempre que necessária, dada pela correlação de forças políticas etc.

O certo, portanto, é caçar os corruptos, usando os poderes vigentes da República e não acabar com as empresas, como o poder midiático tupiniquim se esforça por fazê-lo, anti-nacionalmente.

Proteger a indústria nacional.

O poder midiático tupiniquim mistura as coisas: está dando pau firme nas empreiteiras nacionais, esvaziando-as, desmoralizando-as, criando as condições para afastá-las da Petrobras, acusando-as de corrupção etc.

Nesse sentido, o poder midiático não diz nada sobre os grandes bancos que intermediaram o dinheiro da corrupção patrocinada

 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Destacan en EE.UU. necesidad de cerrar cárcel en base de Guantánamo

Obama busca cerrar ese centro de internamiento antes de abandonar su cargo en enero de 2017


Las torturas a los prisioneros en la ilegal base naval de Guantánamo han sido motivo de múltiples cuestionamientos internos y externos a la administración de Obama. Foto: AFP
Las razones para cerrar la cárcel de Estados Unidos en la base naval de Guantánamo son ahora más fuertes que nunca, destaca hoy un artículo del diario The New York Times. Desde el año 2002 la Casa Blanca mantiene un centro de internamiento en esa instalación militar, ubicada en territorio cubano contra la voluntad del pueblo y Gobierno de la isla caribeña.
El texto, firmado por el exenviado especial del Departamento de Estado para el cierre de dicha prisión, Cliff Sloanjan, quien renunció recientemente, afirma que la Casa Blanca debe acelerar la transferencia de los detenidos cuya liberación ha sido aprobada y tramitar de forma expedita los casos pendientes de aprobación.
Sloanjan señala que un exfuncionario de un país aliado europeo -cuya identidad no reveló- le dijo en una ocasión que el cierre de la cárcel de Guantánamo es la medida más importante que puede tomar Estados Unidos en la lucha contra el terrorismo.
He sido testigo de primera mano de la forma en que esa prisión daña importantes relaciones de seguridad con muchos países, además de que el costo de sus operaciones -unos tres millones de dólares por detenido en 2014- drena recursos vitales del país, afirma.
Según el exfuncionario, está bien clara la vía para clausurar dicha penitenciaría en los dos años que le quedan de mandato al presidente Barack Obama, pero esa tarea llevará una acción intensa y sostenida.
La prohibición irracional y absoluta de transferir los presos a Estados Unidos para cualquier propósito, incluyendo su detención y procesamiento, debe cambiar en la medida en que la población penal en Guantánamo se ha reducido a un número de detenidos que no pueden ser llevados a ultramar de forma segura, agrega Sloanjan.
En los últimos 18 meses se han trasladado 39 prisioneros fuera de la instalación, donde ahora quedan 127, el nivel más bajo desde su apertura en enero de 2002.

Alza de balseros tras acuerdo entre Cuba y EE.UU.









141 cubanos terminaron en el puerto de Cabañas el viaje más peligroso de sus vidas. Empezaron dispersos, en grupos de diez o veinte personas, avanzando por su cuenta en las aguas del Estrecho de Florida, hasta que la Guardia Costera de los Estados Unidos los rescató y los envió a Cuba.
La Séptima División de ese cuerpo militar, que custodia los límites marítimos al sur de América del Norte, detectó un alza inusual en el número de cubanos interceptados por sus embarcaciones en las últimas dos semanas de 2014.
481 migrantes cubanos fueron encontrados en el mar o llegaron a las costas en Estados Unidos en diciembre pasado, un número que supera a las 222 personas descubiertas en los últimos treinta y un días de 2013.
La comparación estadística no alarma la Guardia Costera, sino el período de tiempo en que ocurrió. Solo 132 se hicieron a la mar en los diecisiete días previos al anuncio del restablecimiento de las relaciones entre La Habana y Washington. La tendencia continuó con el nuevo año. Los guardacostas norteamericanos han rescatado 96 personas antes del 5 de enero.
Un portavoz de la institución responsabilizó de este incremento a los rumores sobre la derogación de la Ley de Ajuste Cubano. El teniente comandante Gabe Somma explicó a AP que “no hay cambios en esa ley de inmigración. Ese rumor sólo pone en peligro a la gente”, dijo.
“Los recientes anuncios de la administración (Obama) respecto a Cuba no afectan las políticas migratorias, incluyendo el pie seco/pie mojado o la Ley de Ajuste Cubano, que solo el Congreso puede cambiar”, agregó el contralmirante Jake Korn, comandante del Séptimo Distrito.
Para derogar cualquier legislación en vigor, la mayoría de los miembros de Cámara de Representantes y del Senado de los Estados Unidos deben aprobar la iniciativa.
La Casa Blanca no dio a conocer cambios migratorios en su paquete de nuevas medidas hacia Cuba. Pero el jurista estadounidense Robert Muse señala que Obama sí tiene poder para alterar las disposiciones existentes. Este abogado radicado en Washington y especializado en asuntos cubanos, escribió en la revista Americas Quartely que el presidente de los Estados Unidos puede ordenar al Fiscal General que cese de la entrega de la residencia permanente a los cubanos que entren a ese país sin visa.
Entre el primero de octubre de 2013 y el 30 de septiembre de 2014, las embarcaciones de la Guardia Costera encontraron en alta mar a más 3940 cubanos. Los inmigrantes ilegales desde la Isla también prueban suerte a través de la frontera con México o por el paso marítimo que separa a Puerto Rico de República Dominicana.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Nicaragua vive un sueño centenario

El pasado 22 de diciembre se colocó en Nicaragua la primera piedra de un proyecto soñado hace más de un siglo: la construcción de un nuevo canal interoceánico.
La idea es incluso anterior  al Canal de Panamá, que llevaron a cabo finalmente los estadounidenses en 1914 después de influir en la escisión del istmo, hasta entonces parte del territorio colombiano.
La geografía de la tierra de los lagos y volcanes siempre fue considerada propicia para un proyecto similar, pero los nicaragüenses tuvieron que esperar más de un siglo para concretar un plan viable bajo la conducción del Gobierno Sandinista y ejecutado por la concesionaria china NHKD Group.
Foto: Russia Today













La obra marcará un antes y un después para Nicaragua y también impactará en la región. El General de Hombres Libres, Au­gusto  C. Sandino, predijo a mediados del siglo pasado que un ca­nal nicaragüense sería tanto el “imán como la llave del mundo”.
“De hallarse bajo la soberanía latinoamericana, será un ba­luarte para la defensa de su independencia sin limitaciones, y una válvula maravillosa para el desarrollo de su progreso material y espiritual”, dijo el hombre que expulsó a los marines norteamericanos de su tierra con un ejército descalzado.
No caben dudas de que la obra, cuando esté concluida, dará un impulso a la economía latinoamericana, así como al comercio en la cuenca del Caribe, donde estará instalado también el Puerto de Mariel y su Zona de Desarrollo Especial.
El Comandante Daniel Ortega, presidente de Nicaragua,  precisó que la obra representa una cuestión estratégica para América Latina y el Caribe, con la mirada puesta en ratificar la soberanía regional e impulsar el de­sarrollo.
TEU: Unidad equivalente a 20 pies o a un contenedor tradicional. Foto: Russia Today
Respecto a las condiciones en las que se construirá, Daniel aclaró que la interacción con la empresa china no se produce como sucedió anteriormente con los conquistadores y luego con los mercenarios invasores yanquis. “China vino a compartir sus recursos, desarrollo, tecnología y su ciencia”, añadió.
El acuerdo aprobado por la Asamblea Nacional incluye una concesión de la administración del canal por 50 años a la empresa china, con posibilidades de extensión. Además, cada década Nicaragua irá asumiendo un porciento mayor de acciones y por tanto de las ganancias que genere la vía.
El costo total del proyecto asciende a más de 50 000 millones de dólares y será una de las obras de infraestructura más grandes del siglo XXI. Empleará a decenas de miles de personas durante su construcción y más de 250 000 cuando esté concluido.
Las autoridades nicas buscan que las ganancias del proyecto se utilicen en beneficio del pueblo para desterrar la pobreza extrema e industrializar el país.
Según estimados oficiales, la obra asumirá el cinco por ciento del transporte de la totalidad del comercio mundial y duplicará el Producto Interno Bruto de esta nación.
EL CANAL
Está proyectado que la vía tenga 278 kilómetros de longitud, entre 230 y 520 metros de ancho y 30 metros de profundidad.
Foto: Russia Today
Foto: Russia Today
MEDIO AMBIENTE 
Uno de los grandes retos de una obra como el Gran Canal de Nicaragua es el impacto ambiental. De hecho, la ruta escogida por la empresa china no fue la más factible sino la que menos daños causaría a la fauna local. 
Foto: Russia Today

POBLACIÓN
En el convenio de la obra está estipulado que los ciudadanos afectados por el paso de la ruta interoceánica serán indemnizados. Las áreas indígenas de la Región Autónoma del Atlántico Sur que están en la ruta del Canal Interoceánico y parte de la zona del Pacífico recibirán ingresos por la renta de las tierras, ya que según la constitución estas no pueden ser vendidas.
Foto: Russia Today

AGRICULTURA
Para la construcción del Canal se hará el mayor movimiento de tierras en la historia del planeta, previéndose que será de 4 700 millones de metros cúbicos. Las autoridades señalan que este material se podría utilizar para mejorar los suelos y cultivos en gran escala.
Foto: Russia Today

INFRAESTRUCTURA
Este megaproyecto contempla la realización de otros subproyectos, entre ellos dos puertos de aguas profundas, un aeropuerto internacional, una zona de libre comercio, una planta de generación eléctrica, un complejo turístico, fábricas de producción de cemento y de acero, así como la infraestructura vial y de comunicaciones en general.
Foto: Russia Today

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Los Cinco son ejemplo de las ideas sembradas en el pueblo por la Revolución

Reconocen Raúl y Esteban Lazo el aliento que dieron estos hombres a la resistencia cotidiana de los cubanos. La Asamblea Nacional honró además a Elián González y su padre y a Orlando Cardoso Villavicencio, en la clausura del Cuarto Período Ordinario de Sesiones de la VIII Legislatura

Juventud Rebelde 
digital@juventudrebelde.cu
20 de Diciembre del 2014 23:20:03 CDT
«Entramos en el año 57 de la Revolución. ¡Y con un pueblo como este se puede llegar al año 570 de la Revolución!», proclamó Raúl en sus palabras finales en el Cuarto Período Ordinario de la VIII Legislatura de la Asamblea Nacional del Poder Popular.
Con exclamaciones de ¡Viva Fidel! y ¡Patria o Muerte!, ¡Venceremos!, concluyó esta especial plenaria, en la que el General de Ejército saludó a los Cinco Héroes y a sus familiares, al joven Elián González y a su papá, Juan Miguel González, un hombre que sigue conmoviendo a los cubanos por su sencillez y sensibilidad, y a Orlando Cardoso Villavicencio, quien cayera prisionero durante la campaña internacionalista cubana en Etiopía y sufrió más de diez años de duro encarcelamiento.
A Elián, Raúl lo llamó «el más chiquito de nuestros héroes», aunque aclaró que «no tiene la medalla, ni se la vamos a dar, porque se la tiene que ganar», bromeó.
«Pero le voy a regalar esta que uso cuando estoy vestido de civil», dijo el Presidente de los Consejos de Estado y de Ministros, señalando la medalla de Héroe de la República que él porta siempre en la solapa. Será «como recuerdo, no te la puedes poner», le dijo sonriente.

Los Cinco, aliento en la resistencia

¡Ya están aquí los Cinco!, sentenció Esteban Lazo, presidente del Legislativo, al dar inicio a la última jornada del Parlamento.
El aplauso sentido de los 546 diputados recibió a Gerardo, Antonio, Ramón, Fernando y René, y al coronel Orlando Cardoso Villavicencio, todos Héroes de la República de Cuba, y al jovencito Elián González y su padre Juan Miguel.
Lazo aseguró que los Cinco ahora están físicamente, pero nunca estuvieron ausentes en el corazón del pueblo, ni en la Asamblea Nacional que los representa, porque mientras más injusto era su encierro, se hacían más presentes en el sentimiento del pueblo cubano, afirmó.
«Por eso es tan grande la alegría, incontenibles las lágrimas, y sinceros los aplausos, desde San Antonio a Maisí, y desde todos los lugares del mundo», significó.
El Presidente del Parlamento les dio gracias a todos por el aliento que han dado a la resistencia cotidiana de los cubanos y cubanas, por su heroísmo, por ser muestra de esa generación formada tras el triunfo de la Revolución, y por lo que representan en la lucha histórica de los cubanos por la independencia y la justicia social, junto a Fidel y Raúl.
«Todos constituyen ejemplos de las ideas sembradas en el pueblo por la Revolución, son símbolos para las actuales y futuras generaciones de cubanos frente a los desafíos de hoy y del mañana», apuntó.